“Todos não somos demais. Todos somos precisos. Eu acredito”

João Lelessa

MENSAGEM DO BASTONÁRIO E PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL Muito bem-vindos à IV Semana da Farmácia Angolana É com grata satisfação e orgulho que, após o interregno de 2018, retomamos o formato único de partilha de experiências e de conhecimento, rumo às boas práticas e exercício da profissão farmacêutica, com base na excelência farmacêutica fundamentada na intervenção farmacêutica geradora de ganhos em saúde para o doente e população angolana – sejam muito bem vindos à 4.ª Semana da Farmácia Angolana! O desafio é reunir todos os farmacêuticos e estudantes de Ciências Farmacêuticas em torno de uma intensa semana de actividades que visam a actualização de conhecimentos em contexto regional, nacional e internacional, para o que contamos com a participação de palestrantes de referência no panorama do Sector Farmacêutico angolano e mundial. Por essa razão, a experiência alavancada das 3 edições anteriores aliada à capacidade de adaptação aos novos paradigmas que se fazem sentir na profissão, doentes e sociedade como um todo, fazem da “4.ª Semana da Farmácia Angolana” um evento único do Sector Farmacêutico angolano e de qualidade e pertinência reforçadas face às suas anteriores edições. Não falte! Fique atento aos conteúdos científicos que oportunamente divulgaremos de forma detalhada, tendo em conta que contaremos, nos dias 24 e 25 de Setembro, com conferências, palestras, mesas redondas e muita discussão, em torno das principais áreas da profissão farmacêutica, iniciando, dia 23 de Setembro, com um curso dirigido aos futuros profissionais - alunos de Ciências Farmacêuticas – curso pré conferência, com lugar à realização de curso pós conferência sobre Gestão Farmacêutica no dia 26 de Setembro, dirigido aos farmacêuticos de todos os segmentos de actividade nacional. Encerraremos a “4.ª Semana da Farmácia Angolana” com a realização do “1.º Jantar de Gala dos Farmacêuticos Angolanos”, na 6.ª feira dia 27 de Setembro. O nosso compromisso é estar mais próximos e atentos às necessidades de todos e cada um dos farmacêuticos angolanos, independentemente da sua área de actuação. Assuma esse compromisso com a sua classe profissional que tanto nos orgulha a todos e não deixe de participar na “4.ª Semana da Farmácia Angolana” – por si e por todos os farmacêuticos angolanos: unidos somos mais fortes e mais capazes para enfrentar os desafios! “Fruto da experiência de edições anteriores, a “4.ª edição da Semana da Farmácia Angolana” configura-se como a mais completa actividade científica alguma vez desenvolvida pela Ordem dos Farmacêuticos de Angola”
A comunidade farmacêutica reúne-se num mega encontro O Fórum Farmacêutico Angolano realiza-se na Mediateca de Luanda (Largo das Escolas) a 25 de Setembro de 2018, com um programa científico de excelência. Em simultâneo, decorre uma Exposição de Catálogos e Brochuras Técnicas apresentados pela indústria e distribuidores farmacêuticos. O evento, promovido pela Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA), com o apoio da Direcção Nacional de Medicamentos e Equipamentos, do Ministério da Saúde, e da Associação dos Profissionais de Farmácia de Angola (Assofarma), reunirá, na capital, centenas de farmacêuticos, profissionais de farmácia e outros técnicos de saúde provenie ntes de todo o país, entre os quais convidados médicos e enfermeiros. O mesmo tempo, celebra-se o Dia Internacional do Farmacêutico pelo que o evento constitui um grande fórum de interacção entre a comunidade farmacêutica, para troca de experiências profissionais e científicas. As intervenções irão promover o conhecimento e potenciar a actividade farmacêutica, a farmácia e a saúde, através do debate de ideias. ACTUALIZE CONHECIMENTOS CONFRATERNIZE COM OS COLEGAS PROMOVA A CLASSE Participe! Inscreva-se já! Entrevista à Secretária-geral da OFA, Donzília da Costa Quais os principais contributos e benefícios que a Semana da Farmácia trouxe à classe farmacêutica e ao sector da saúde em geral? Os trabalhos científicos apresentados neste tipo de eventos sempre trazem algo de positivo, uma vez que resultam de pesquisas feitas por pessoas que dominam os temas. E, com a Semana da Farmácia, não seria diferente. As descobertas apresentadas no evento e os debates resultantes terminam com novas diretrizes adoptadas após discussão pelo colectivo. Isso sempre será positivo, não só para os farmacêuticos, mas para a saúde em geral no país. Outro ganho é o estímulo proporcionado aos estudantes, para que dediquem mais tempo em investigação e pesquisa científicas, dando corpo ao verdadeiro conceito de “académico”. Quais os principais objectivos da próxima edição da Semana, a quarta, que se realiza em Setembro próximo? O primeiro objectivo é a promoção da investigação em saúde. O nosso país carece de condições de pesquisa e iniciativas como esta sempre irão estimular e despertar interesse para novos horizontes. Outrossim, é promover a coesão entre os profissionais de saúde, muito particularmente, entre os profissionais de farmácia (farmacêuticos e técnicos de farmácia). Quer apontar alguns temas que deverão constar do programa de debate? Entre palestras e cursos, os temas andarão à volta das várias áreas de actuação da profissão farmacêutica, dando noção aos profissionais da área sobre temas extra-farmácia. Desde procedimentos de primeiros socorros, temas ligados à toxicologia, fitoterapia, tratamento de doenças com alimentos, abordagem sobre anti-retrovirais, postura do farmacêutico na hemorragia pós-parto, entre outros. Haverá também apresentação e discussão de casos clínicos, para análise no contexto hospitalar. Como está a saúde da classe farmacêutica? Tem evoluído? Ainda não está como gostaríamos, mas sim, tem evoluído. Não é elevado o número de farmacêuticos no desemprego, apesar de mais de 60% pertencer ao mercado de trabalho privado, estando o grosso em farmácias comunitárias. A nível hospitalar, ainda há muito por fazer, mas enquanto a OFA não se tornar Entidade Pública, nos tornamos impotentes para a resolução dos vários problemas que têm assolado o sector. E a nível da formação universitária? Como está a evoluir? Os cursos têm qualidade? quantos novos farmacêuticos são formados anualmente? Nem todas as instituições de ensino no país oferecem a qualidade que gostaríamos. O Conselho Científico da OFA tem trabalhado com uma equipa do Ministério da Saúde, junto do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, para harmonização dos currículos para as Faculdades e Institutos Superiores. Isso irá resultar em maior qualidade no resultado dessas formações. As farmácias melhoraram substancialmente na última década no país. Como perspectiva o seu futuro? Como deveriam ser e que serviços deveriam prestar à população dentro dos próximos 10 anos? Como já referi, ainda há muito para ser feito. Uma das metas é padronizar o aspecto físico das farmácias de cada classe; as farmácias são espaços de saúde, transmitindo paz e conforto, ao contrário do que temos verificado em alguns lugares da nossa Angola. A dispensa desmedida de determinados grupos de medicamentos sem prescrição médica é a maior preocupação no que diz respeito às farmácias comunitárias. Outrossim, são as prescrições médicas que chegam aos balcões. Algumas delas são verdadeiros actos de “homicídios”. E se não estiver ao balcão um profissional com capacidade de analisar estas prescrições, com discernimento suficiente para travar essas acções, iremos continuar a assistir às consequências das interacções medicamentosas e outros fenómenos menos bons advindos dessas acções pouco responsáveis por parte dos prescritores. Perspectivando os próximos anos, esperamos poder ver a produção de manipulados em farmácia comunitária, tal como se faz em outras partes do mundo, e assistência farmacêutica individualizada. Esperamos igualmente reactivar os testes de diagnóstico rápido em farmácia, algo que toda a lusofonia decretou a sua aplicação e, em Angola, onde já era permitido, passámos a proibir. Angola é membro activo da Associação de Farmacêuticos dos Países de Língua Portuguesa (AFPLP) e, como tal, seria um grande ganho podermos estar equiparados aos demais países membros (aos mais evoluídos), no que diz respeito ao exercício da profissão. Isso ainda é um sonho, mas não nos cansaremos enquanto não atingirmos os nossos objectivos. Os Farmacêuticos sabem que “todos juntos, não somos demais” e é essa força que nos tem guiado em busca da excelência.
Órgãos sociais para o triénio 2018-2021 Eleitos na AG realizada em Luanda, a 29 de Março de 2018 Mesa da Assembleia Geral Presidente - Dr. Daniel António Vice-presidente - Dr. Sadi Sambo Secretária - Dra. Antónia Buanga; Conselho Fiscal Presidente - Dr. Pombal Mayembe Vice-presidente - Dr. Wilson Anilba Secretário - Dr. Tomás Ribeiro da Silva Conselho Nacional Bastonário e Presidente do Conselho Nacional - Dr. Boaventura Moura Vice-presidentes - Dr. António Pedro Kutala Zangulo (área técnico-científica) e Dra. Assunção Correia Pascoal (área administrativa e financeira) Secretária-geral - Dra. Donzília Costa Tesoureira - Dra. Suzana Sambo Vogais - Dr. Alfredo Joveta, Dra. Sheila Marísia, Dr. João Mafuco Mendonça e Dr. Joltim Quivinja